Colégio Salesiano Itajaí

Como Dom Bosco, presença alegre e fraterna, por uma vida saudável.

Refletindo com os Pais

Nesta seção estão publicados textos relacionados à educação das “nossas” crianças e jovens. A intenção é mantermos sintonia entre a escola e as famílias, a fim de que possamos dar passos sempre bem firmes e de acordo com a nossa proposta pedagógica.

Aqui você encontra todos os textos já publicados:


Navegar é preciso, mas com bússola!

O site "clic filhos" traz uma importante contribuição sobre o uso da internet, lembrando o quanto é importante a orientação e os cuidados, especialmente quando lidamos com crianças e adolescentes. Vale a pena conferir o texto da educadora Norma Leite Brandão.

 

imagemQue escola quero para meu filho?

A felicidade em primeiro lugar, sempre, até na escola!

Pergunta recorrente entre os pais que querem investir na formação dos filhos: Qual a melhor escola para matricular meu filho? E deste questionamento surgem alguns caminhos naturalmente seguidos para realizar esta escolha, partindo daquilo que é mais imediato e visual, como as instalações e os recursos materiais oferecidos até a linha pedagógica e a formação dos professores.

Nesta busca também passaram a ser consultados recentemente, como elemento nesta criteriosa cruzada em busca do Santo Graal (a melhor escola para meu filho) os rankings educacionais divulgados por órgãos governamentais ou privados.

A partir destas informações do ENEM, Saresp, Saeb, Prova Brasil - entre outras (regionalizadas, locais), os pais seguem para as escolas, em que são recebidos pelos mantenedores e/ou seus representantes (diretores, coordenadores, orientadores pedagógicos, professores...).

Nesta visita descobrem facilidades como laboratórios de ciências, salas de computação, bibliotecas, quadras, salas de aula climatizadas... Ficam sabendo de programas adicionais, como estudo de línguas estrangeiras, teatro, dança, filosofia, introdução ao mundo globalizado... Descobrem o perfil pedagógico da instituição e ficam sabendo do currículo dos professores... São informados de atividades extras como feiras científicas, viagens, exposições...

Neste sentido, também, vale atentar para a linha pedagógica - se é mais convencional, mista, socioconstrutivista, interacionista (e descobrir, perguntando e pesquisando, o que significam estes termos, na prática, para realmente entender as escolas). Há pais que buscam escolas mais rigorosas quanto à disciplina e o rendimento imediato dos alunos (notas). Outros querem formação mais global e livre, sem tantos impedimentos, mas com algum controle...

Neste sentido, vale mudar a pergunta originalmente elaborada pelos pais quando iniciam esta busca, deixando de lado a simplista "qual é a melhor escola para meu filho?" por outra, na qual a indagação passa a ser "que escola quero para meu filho?". A mudança parece apenas mero formalismo linguístico, mas na realidade não é... Ao optar pela segunda linha de questionamento, os pais começam a se perguntar não apenas como é a escola, mas sim qual é a filosofia que a orienta e, desta maneira, passam a pensar não apenas naquilo que é mais imediato, as aulas...

Com esta mudança de perspectiva, os pais passam a pensar além do ano letivo, orientando o futuro de seus filhos, dando-lhes perspectivas de acordo com a ideia de mundo que têm e advogam...

É muito séria esta escolha! Se o que buscam é dar competitividade e preparo para o mercado de trabalho desde tenra idade, isto deve ser levado em conta na escolha da escola. Se, por outro lado, pretendem dar formação mais humanística, que desenvolva as capacidades de relacionamento e a chamada inteligência emocional, devem buscar outra, diferente da primeira!

No meu íntimo, penso e digo abertamente que, além da visão de mundo dos pais, certamente devemos também levar em conta os rumos do planeta em que vivemos, mas primordialmente sempre defendo que acima de qualquer valor, juízo, compreensão de mundo ou qualquer outro fator, deve prevalecer a ideia de que a escola em que nossos filhos irão estudar deve fazê-los felizes.

E o que significa tal felicidade na escola?

Tal escola deve acolher, orientar, ser parceira da família, atuar em sintonia com o aluno, respeitar a criança (ou o adolescente, o jovem...), proporcionar oportunidades, desenvolver o senso ético (a estética, a cidadania, a responsabilidade social, a fraternidade), instigar a busca e o amor pelo saber (o conhecimento, a ciência), abrir todos os sentidos para que eles possam ver, sentir e viver o (e no) mundo...

João Luís de Almeida Machado - Doutor em Educação pela PUC-SP; Mestre em Educação, Arte e História da Cultura pela Universidade Presbiteriana Mackenzie (SP); Professor Universitário e Pesquisador; Autor do livro "Na Sala de Aula com a Sétima Arte – Aprendendo com o Cinema" (Editora Intersubjetiva).

Dia das crianças x Consumismo

Ilustração: consumoUm dos fatores que impulsiona a compra em excesso é a mídia. As crianças são bombardeadas com propagandas recheadas de atrativos. Porém, a atenção deve ser redobrada com os consumidores mirins.

Atualmente a exposição da mídia através da televisão, revistas e internet remetem a um consumo exacerbado. Essa carga de informações afeta de forma direta a educação, os valores e a formação da identidade das crianças. “A criança é um ser em constante desenvolvimento e necessita do acompanhamento e cuidados dos adultos, pois as influências externas da mídia podem afetá-la de forma negativa, já que os pequenos ainda não possuem um senso crítico e discernimento do que é certo e errado”, explica a psicóloga especialista em crianças Angelita Martins.

Na sociedade de consumo valores deturpados são transmitidos às crianças que acabam incorporando-os como num processo natural. “As crianças não são consumistas, mas aprendem rápido”, ressalta.

Pesquisas revelam que as crianças passam em média três horas e meia na frente da televisão. Segundo a psicóloga, esse índice é preocupante nos sentidos dos efeitos que essa publicidade pode acarretar nas crianças e quais influências podem trazer a percepção e à subjetividade dos pequenos.

A tentação mora ao lado. São muitas as ofertas de produtos e a propaganda tenta chamar a atenção das crianças que querem determinadoIlustração: consumo brinquedo, independente dos pais possuírem condições de comprá-lo ou não. Em contrapartida muitos pais trabalham o dia todo e sentem-se culpados por não terem tempo para os filhos. Muitas vezes sentem dificuldade em dizer não e acabam compensando sua falta com presentes, suprindo a ausência naquele momento, mas podendo gerar problemas mais graves no futuro.

“Em primeiro lugar estas crianças não conhecem o sentimento de frustração de que os pais não podem comprar tudo o que desejam e crescem achando que podem tudo e que tudo é possível”, afirma Angelita.

Outra questão diz respeito a um problema que acomete boa parte dos adultos que possuem tendências ao comportamento de comprar compulsivamente. De acordo com a psicóloga, as pessoas compram de maneira exagerada para mascarar determinados sentimentos e sofrimentos, não conseguindo lidar ou enfrentá-los. “É importante permitir que as crianças vivenciem seus sentimentos sem reprimi-las. Chorar, gritar ou emburrar faz parte do processo de amadurecimento da criança. Muitas vezes os pais não aceitam isso por falta de paciência ou ate mesmo por não saber como lidar com determinados comportamentos e acabam dando comida ou presentes para que a criança iniba tal comportamento”, explica.

As crianças estão crescendo com a idéia de que as pessoas são o que tem. Os valores estão sendo perdidos e muitas crianças acabam sendo excluídas por não terem condições financeiras iguais às outras. Angelita conta que este é o momento de pararmos para refletir sobre os valores e os princípios de cada família. A mídia esta presente no cotidiano, mas a decisão de adquirir ou não qualquer produto é de cada um.

“É preciso haver um diálogo com os filhos, ensiná-los sobre o valor do trabalho e as dificuldades para adquirir as coisas. É preciso que haja uma educação financeira, fazendo com que a experimentem lidar com o dinheiro”, ressalta.

Quem nunca recebeu aquela mesada dos pais? A mesada funciona bem nestes casos, entrelaçando a responsabilidade dos pequenos afazeres domésticos com a recompensa. Se não cumprir as tarefas, não recebe mesada.

A psicóloga encerra dando uma dica fundamental para os pais: “O melhor caminho é a conscientização. Converse com seu filho, explique o porquê de não lhe dar o brinquedo e o faça enxergar o verdadeiro sentimento de amizade e amor, que vale mais que qualquer bem material”.

Por: Priscilla Minilz Pereira
Revista: Nossa  Santa Catarina

Book

Desta vez não é um texto, mas um vídeo que quer valorizar o Livro, em tempos de tanta tecnologia. Vale a pena conferir!

 

O dever e o prazer (Tania Zagury)

Nada mais difícil do que lidar hoje em dia, nessa sociedade hedonista e consumista, com o conflito entre DEVER e PRAZER. Todo bom pai ou mãe, coração repleto de um amor antes desconhecido, fica enlouquecido de vontade de fazer tudo que for possível para atender aos mínimos desejos que as crianças manifestam (haja coração e fôlego para vencer o bombardeio da mídia). Isso, sem dúvida, dá muito prazer. Se não podemos, por falta de recursos financeiros ou pessoais, ficamos tristes, desgostosos pelo que consideramos "nossa incapacidade".

Diante da realidade de um mundo em que as relações estão cada vez mais limitadas e as pessoas temem se envolver emocionalmente, os pais acabam dedicando aos filhos o melhor de sua afetividade. Por isso, a todo instante, vemos mais e mais pessoas tentando "fazer tudo" pelos filhos. Porque dá prazer, porque é gostoso mesmo. Existe coisa melhor do que ver os filhos felizes, pulando no nosso colo, dando "aquele" beijo e "aquele" sorriso, depois de mais um desejo atendido?

Existe sim, algo melhor. Só que não dá para ver agora, hoje, amanhã, nem em meses. É algo que só vai dar para enxergar muitos anos depois: é o que se sente ao olhar para o filho e ver nele, já adulto, um cidadão honrado, produtivo, uma pessoa de bem engajada num trabalho que lhe dá prazer e que contribui para a melhoria da sociedade. É olhar para o filho e ver que, apesar de tanta coisa ruim e ameaçadora na sociedade atual – consumismo, individualismo, desonestidade, drogas, promiscuidade, corrupção, irresponsabilidade -, ele não sucumbiu a nada disso. Ao contrário, parece ter passado ao largo. Não se deixou levar, não se tornou um predador. Não destroi e não se destroi. Não usa drogas, nem se marginalizou. Estuda, trabalha, busca o crescimento constante, produz, contribui.

Sem dúvida isso dá muito prazer, embora anteriormente possa ter sido muito difícil e percebido apenas como dever. Porque por trás desse ser humano maravilhoso que você enxerga, você também se enxerga. Você vê o produto do seu trabalho, do seu empenho, de tudo que você é e foi. Você se vê no que foi capaz de construir. E que, de certa forma, é a melhor contribuição social que alguém pode dar: deixar aqui na Terra um, dois ou três seres maravilhosos – criados por você – que criarão outros quatro, seis ou dez seres dignos, humanos - construtivos e construtores. E, desta forma, a humanidade terá, como produto de cada família, uma sociedade melhor, porque constituída de pessoas melhores.

Esse é o incomensurável prazer de sentir o DEVER cumprido. Que resulta, no final dos tempos, em PRAZER também, mas certamente num prazer mais valioso do que aquele, momentâneo, que consiste em apenas atender a desejos e em dar coisas materiais, perecíveis, consumíveis, e que se extinguem por si mesmas.

Essa é a forma ideal de superar o conflito entre DEVER e PRAZER, simplesmente porque acabam, ambos, integrando-se, tornando-se um.

Fonte: http://www.taniazagury.com.br/artigos.asp?cdc=3476

Um guia completo para as férias de julho

Dicas espertas para seus filhos aproveitarem a pausa com atividades variadas, muito descanso e sem exagerar no uso do videogame e do computador.

Não encher a criança de compromisso, mas também mantê-la ocupada é o segredo.

Férias. Para as crianças, é um dos períodos de descanso do ano. Agora é esquecer um pouco a escola e só pegar em cadernos daqui a um mês. Essa mamata toda, porém, assusta um pouco os pais. O que fazer com os pimpolhos em todo o tempo livre? A preocupação é justificada, mas a boa notícia é que existem, sim, diversas formas interessantes de entreter a garotada e, de bônus, ainda reforçar os laços familiares. Só é preciso um pouco de dedicação, isto é, nada de largar a tarefa para o playground do prédio e os fiéis companheiros eletrônicos - videogame, TV e computador.

"O segredo é não encher a criança de compromissos e, ao mesmo tempo, também não a deixar totalmente desorientada", aconselha a psicopedagoga Tânia Ramos Fortuna. O ideal, portanto, seria programar viagens, passeios culturais, visitas aos amiguinhos e afins, mas sem lotar os dias de seu filho a ponto de nunca deixá-lo sozinho e livre para escolher o que quer fazer. "As crianças não são senhoras de seu tempo e, hoje, acabam às vezes escravizadas até pelo prazer, com tantas idas a lanchonetes, cinema e festinhas. Os pais podem e devem co-responsabilizar os filhos por suas férias, perguntando a eles o que querem fazer", complementa Tânia, que é coordenadora do curso de extensão "Quem quer brincar?", da Universidade Federal do Rio Grande do Sul.

O equilíbrio também é bem-vindo na seleção de atividades. Dias de chuva pedem brincadeiras indoor? Pois nos dias de sol não deixe de ir andar de bicicleta no parque. Vão viajar em família? Invente jogos coletivos, que podem ser muito divertidos - mas, na volta, deixe a criança um pouco isolada, para que tire proveito também da introspecção e de sua própria imaginação.

Quer dicas mais específicas? O Educar para Crescer conversou com especialistas e reuniu sugestões exclusivas para as férias de seus filhos. Aproveite!

  1. Diversão em família:  As férias são uma boa oportunidade de a criança conviver com os parentes e ter novas experiências e aprendizados
  2. Diversão na vizinhança: Nada de TV, as crianças podem aprender muito mais nas férias ao explorar a vizinhança.
  3. Diversão com seus filhos: Sugestões de atividades e brincadeiras para aproximar você de seus filhos
  4. Diversão com os livros: Como fazer com que os livros também façam parte das férias sem que a leitura se torne tarefa chata
  5. Diversão à moda antiga: Esconde-esconde, corre-cotia, passa-anel... Lembra as brincadeiras da sua infância? Elas são ótimas para tirar as crianças da frente da TV!
  6. 10 brinquedos eletrônicos que as crianças adoram: De laptop infantil a globo interativo, de sudoku a minimesa de música: idéias para fazer a alegria da garotada
  7. 10 brinquedos que você pode fazer: Pipa, cinco marias, pé de lata... como fazer brinquedos artesanais para as crianças
  8. Como aprender em Viagens: dicas para transformar uma viagem em diversão e aprendizado em família
  9. 14 dicas para aproveitar uma visita ao zoológico: Descubra como você pode fazer seu filho se divertir e aprender sobre meio ambiente no zoológico
  10. 10 maneiras de aproveitar um dia no parque ou na praça: Dicas espertas para quem vai passar as férias com as crianças em sua própria cidade
  11. Guia para levar as crianças ao teatro: Um guia completo para você e seu filho se divertirem e aprenderem antes, durante e depois do espetáculo
  12. 8 dicas para aproveitar uma ida a um centro histórico: Saiba como juntar diversão e conhecimento em um passeio pra lá de educativo em sua própria cidade
  13. 7 dicas para aproveitar uma ida ao planetário: Olhar o céu - ou uma projeção dele - pode ser uma experiência ótima para ter com os filhos.

(Texto Cynthia Costa - site Educar para crescer)

Receita de filho ideal

30/06/2011 - Diário Catarinense

Capa do livro Filhos: Manual de instruçõesQue pai ou mãe nunca se estressou quando o filho se recusou a comer? Provavelmente, uma porção semelhante a que passou por noites maldormidas ou ficou constrangida por alguma atitude do filho em público. A maioria dos pais já deparou com situações como essas. Com a experiência de ter escrito mais de duas dezenas de livros, a filósofa e professora adjunta da Universidade Federal do Rio de Janeiro (UFRJ) Tania Zagury preparou um guia para a educação das crianças Filhos: Manual de Instruções.

Buscando atender aos jovens pais do século 21, no que se refere a urgência, rapidez e resultados, o livro é dividido em nove temas. A obra aborda o desgaste familiar decorrente de problemas na relação com os filhos. Confira a entrevista:

O que motivou a senhora a escrever o livro?

Tania Zagury – Cada geração educa seus filhos de acordo com o que chamamos em filosofia de sua “maneira própria de ver o mundo (weltungshaung)”. Os pais que estão criando seus filhos hoje pertencem às chamadas gerações X e Y. Agem de acordo com a maneira peculiar de ser de quem nasceu numa época de velocíssimas modificações tecnológicas e também de alto estímulo ao consumo. Somados, esses dois fatores têm implicações que podem se tornar negativas tanto para as crianças quanto para os próprios pais em médio prazo.

Qual o objetivo do trabalho?

Tania – É fazer com que os pais tenham ferramentas para lidar com os filhos de forma prática e imediata, e dentro das características dos jovens de hoje, nascidos na era virtual, que amam computadores e mídias em geral. Os jovens de hoje fazem mil coisas ao mesmo tempo, não gostam de ler e detestam explicações complicadas. Então, procurei fazer um trabalho que lhes provocasse motivação para ler e, a seguir, embarcar na maravilhosa aventura de educar os filhos para uma sociedade melhor, mais justa e cidadã.

A que tipo de pais é direcionado?

Tania – O livro é para pais que não querem e não gostam de ter problemas desnecessários, que sabem estar perdendo tempo de vida feliz quando a rotina se transforma em desentendimentos constantes que podem ser evitados. É um livro para os que querem educar e dar limites aos filhos, mas não sabem como fazê-lo.

Como o trabalho da senhora foi produzido?

Tania – Para atender as necessidades dos pais, dividi o livro em capítulos e estes em tópicos denominados “Para não errar”,”É bom saber que...” etc. Em cada um, trabalho a formação de uma entre nove habilidades importantes na formação das crianças, e que, se não trabalhadas de forma adequada, acabam se tornando fonte de conflitos que se eternizam e rompem a harmonia familiar. Quando não trabalhadas, não se desenvolvem, deixando de constituir competências, podendo gerar problemas para a família e para as crianças em particular. Por exemplo: estudar adequadamente se aprende, raros nascem sabendo fazê-lo. Comer adequadamente, idem. Até dormir se aprende. Precisa, porém, haver alguém querendo e sabendo ensinar às crianças.

Quais são os temas abordados no livro?

Tania – O livro ensina como fazer a criança comer bem e a acabar com chiliques. Também ensina como dormir em paz, mesmo tendo filhos... Que delícia, não é? A ter filhos educados, a como agir quando seu filho bate em você, entre outros temas.

Quais são os principais erros que os pais cometem na criação dos filhos?

Tania – Um dos erros mais graves é a falta de constância, isto é, num dia fazem as coisas de um jeito, em outro, de outro. As regras de hoje não valem amanhã e vice-versa. Isso provoca muita insegurança na criança, que fica sem saber quais são os parâmetros. É como ela se perguntasse: afinal, quais são as regras da vida e da sociedade? A superproteção é outro deles. Os pais se apaixonam pelos filhos de tal forma e em tal medida que não aceitam quaisquer críticas a suas crianças, criando problemas com vizinhos, escolas e mesmo com outras pessoas da família. O que lhes parece proteção acaba sendo, na realidade, um perigo para o futuro afetivo e profissional das crianças, porque elas crescem com autoestima exacerbada e irreal.

 

Elogie do jeito certo

16/06/2011

Marcos Méier

Recentemente um grupo de crianças pequenas passou por um teste muito interessante. Psicólogos propuseram uma tarefa de média dificuldade, mas que as crianças executariam sem grandes problemas. Todas conseguiram terminar a tarefa depois de certo tempo. Em seguida, foram divididas em dois grupos.
 
O grupo A foi elogiado quanto à inteligência. “Uau, como você é inteligente!”, “Que esperta que você é!”, “Menino, que orgulho de ver o quanto você é genial!” ... e outros elogios à capacidade de cada criança.

O grupo B foi elogiado quanto ao esforço. “Menina, gostei de ver o quanto você se dedicou na tarefa!”, “Menino, que legal ter visto seu esforço!”, “Uau, que persistência você mostrou. Tentou, tentou, até conseguir, muito bem!” ... e outros elogios relacionados ao trabalho realizado e não à criança em si.

Depois dessa fase, uma nova tarefa de dificuldade equivalente à primeira foi proposta aos dois grupos de crianças. Elas não eram obrigadas a cumprir a tarefa, podiam escolher se queriam ou não, sem qualquer tipo de consequência.

As respostas das crianças surpreenderam. A grande maioria das crianças do grupo A simplesmente recusou a segunda tarefa. As crianças não queriam nem tentar. Por outro lado, quase todas as crianças do grupo B aceitaram tentar. Não recusaram a nova tarefa.

A explicação é simples e nos ajuda a compreender como elogiar nossos filhos e nossos alunos. O ser humano foge de experiências que possam ser desagradáveis. As crianças “inteligentes” não querem o sentimento de frustração de não conseguir realizar uma tarefa, pois isso pode modificar a imagem que os adultos têm delas. “Se eu não conseguir, eles não vão mais dizer que sou inteligente”. As “esforçadas” não ficam com medo de tentar, pois mesmo que não consigam é o esforço que será elogiado. Nós sabemos de muitos casos de jovens considerados inteligentes não passarem no vestibular, enquanto aqueles jovens “médios” obterem a vitória. Os inteligentes confiaram demais em sua capacidade e deixaram de se preparar adequadamente. Os outros sabiam que se não tivessem um excelente preparo não seriam aprovados e, justamente por isso, estudaram mais, resolveram mais exercícios, leram e se aprofundaram melhor em cada uma das disciplinas.
No entanto, isso não é tudo. Além dos conteúdos escolares, nossos filhos precisam aprender valores, princípios e ética. Precisam respeitar as diferenças, lutar contra o preconceito, adquirir hábitos saudáveis e construir amizades sólidas. Não se consegue nada disso por meio de elogios frágeis, focados no ego de cada um. É preciso que sejam incentivados constantemente a agir assim. Isso se faz com elogios, feedbacks e incentivos ao comportamento esperado.
 
Nossos filhos precisam ouvir frases como: “Que bom que você o ajudou, você tem um bom coração”, “parabéns meu filho por ter dito a verdade apesar de estar com medo... você é ético”, “filha, fiquei orgulhoso de você ter dado atenção àquela menina nova ao invés de tê-la excluído como algumas colegas fizeram... você é solidária”, “isso mesmo filho, deixar seu primo brincar com seu videogame foi muito legal, você é um bom amigo”. Elogios desse tipo estão fundamentados em ações reais e reforçam o comportamento da criança que tenderá a repeti-los. Isso não é “tática” paterna, é incentivo real.

Por outro lado, elogiar superficialidades é uma tendência atual. “Que linda você é amor”, “acho você muito esperto meu filho”, “Como você é charmoso”, “que cabelo lindo”, “seus olhos são tão bonitos”. Elogios como esses não estão baseados em fatos, nem em comportamentos, nem em atitudes. São apenas impressões e interpretações dos adultos. Em breve, crianças como essas estarão fazendo chantagens emocionais, birras, manhas e “charminhos”. Quando adultos, não terão desenvolvido resistência à frustração e a fragilidade emocional estará presente.
 
Homens e mulheres de personalidade forte e saudável são como carvalhos que crescem nas encostas de montanhas. Os ventos não os derrubam, pois cresceram na presença deles. São frondosos, copas grandes e o verde de suas folhas mostra vigor, pois se alimentaram da terra fértil.
 
Que nossos filhos recebam o vento e a terra adubada por nossa postura firme e carinhosa.

http://cefaonline.net/site/?p=833
MARCOS MEIER é mestre em Educação, psicólogo, escritor e palestrante.

Filhos são como Navios

01/06/2011

Ao olharmos um navio no porto, imaginamos que ele esteja em seu lugar mais seguro, protegido por uma forte âncora. Mal sabemos que ali está em preparação, abastecimento e provisão para se lançar ao mar, destino para o qual foi criado, indo ao encontro das próprias aventuras e riscos.
Dependendo do que a força da natureza reserva para ele, poderá ter de desviar da rota, traçar outros caminhos ou procurar outros portos.

Certamente retornará fortalecido pelo aprendizado adquirido, mais enriquecido pelas diferentes culturas percorridas... E haverá muita gente no porto, feliz à sua espera.

Assim são os FILHOS.

Estes têm nos PAIS o seu porto seguro até que se tornem independentes.

Por mais segurança, sentimentos de preservação e de manutenção que possam sentir junto dos seus pais, eles nasceram para singrar os mares da vida, correr os próprios riscos e viver as próprias aventuras.

Certos de que levarão os exemplos dos pais, o que eles aprenderam e os conhecimentos da escola – mas a principal provisão, além da material, estará no interior de cada um: A CAPACIDADE DE SER FELIZ.

Sabemos, no entanto, que não existe felicidade pronta, algo que se guarda num esconderijo para ser doada, transmitida a alguém. O lugar mais seguro em que o navio pode estar é o porto. Mas ele não foi feito para permanecer ali.

Os pais também pensam ser o porto seguro dos filhos, mas não podem se esquecer do dever de prepará-los para navegar mar adentro e encontrar o próprio lugar, onde se sintam seguros, certos de que deverão ser, em outro tempo, esse porto para outros seres.

Ninguém pode traçar o destino dos filhos, mas deve estar consciente de que, na bagagem, eles devem levar VALORES herdados, como:

Filhos nascem dos pais, mas devem se tornar CIDADÃOS DO MUNDO. Os pais podem querer o sorriso dos filhos, mas não podem sorrir por eles. Podem desejar e contribuir para a felicidade dos filhos, mas não podem ser felizes por eles.

A felicidade consiste em ter um ideal e na certeza de estar dando passos firmes no caminho da busca. Os pais não devem seguir os passos dos filhos. e nem devem estes descansar no que os pais conquistaram.

Devem os filhos seguir de onde os pais chegaram, de seu porto, e, como os navios, partir para as próprias conquistas e aventuras.

Mas, para isso, precisam ser PREPARADOS e AMADOS, na certeza de que QUEM AMA CUIDA!           

(Extraído do site: www.mabilee.com - Diário de uma Pedagoga)

A lua que não dei

16/05/2011

"Pai, eu quero! Mãe, compra pra mim!" Quantas vezes já nos deparamos com estes pedidos... Quantas vezes já nos percebemos tentando atender pedidos impossíveis?

A reflexão desta quinzena trata deste assunto. Com uma linguagem poética e de muito conteúdo, a mensagem ajuda a perceber o que é mesmo essencial!

Aproveitem!

Clique sobre a imagem para fazer o download do arquivo em .pps (638,5 Kb)

A lua que não dei

Socorro, agora tudo é bullying!

03/05/2011

Adriana Roese, diretora de escola, analisa a banalização do conceito de bullying nas escolas. Disponível no Jornal Zero Hora.

Desde que houve a tragédia em Realengo e sua divulgação na mídia, a toda hora chegam à escola pais de alunos reclamando de que seus filhos estão sendo vítimas de bullying. O que muitos não percebem é que não foi o fato do matador Wellington ter sofrido bullying na escola que causou a tragédia. Não foi um simples apelido pejorativo ou a falta de entrosamento com grupos o que provocou tudo.

Muito antes de esse rapaz entrar na escola, ele já havia sido excluído de sua família de origem, foi abandonado pelos seus pais, depois foi adotado por outra família e, pelo que tudo indica, aceito pela mãe adotiva e não pelo restante da família, a julgar por seu enterro em vala comum 15 dias após o corpo aguardar reconhecimento. Esse rapaz, portanto, antes de ser excluído da escola, já o foi na vida.

É importante também refletirmos que o ato de matar ou agir com violência não pode ser justificado somente por situações vexatórias vividas no ambiente escolar. É preciso mais do que isto. É preciso que o cidadão em questão apresente um desvio de conduta, de comportamento e, provavelmente, um transtorno psíquico.

Hoje, ao falarmos constantemente no bullying como “o mal do século nas escolas”, estamos repassando, mais uma vez, para as escolas a responsabilidade de resolver a “doença da sociedade”. As crianças escutam constantemente seus pais chamarem a vizinha de gorda, o tio de veado, o filho do dono do mercado de anãozinho, aquele tio deficiente físico de perneta, o melhor jogador do mundo de pato, o Ronaldo Fenômeno de gordo, mas vejam só, é na escola que há o problema!

Costumo dizer aos pais que embora o bullying tenha reflexos na escola ou se reproduza nela, não é no ambiente escolar que as crianças aprendem a discriminar, não com os professores.

Quem não lembra dos apelidos que tinha na idade escolar, “seco”, “gigante”, “dentinho”, “sagui”, “gordo”, “toco”, “pica-pau”, “queixo”, acrescente a sua lista.

Não estou aqui defendendo os apelidos pejorativos e suas consequências emocionais em cada pessoa, mas é preciso ter prudência e bom senso, nem tudo é bullying, nem tudo é perseguição e ninguém pode invadir escolas, bater em pessoas e muito menos matar com a desculpa de ter sido vítima de bullying. Quem age dessa forma só está colocando para fora a doença crônica de uma sociedade violenta que procura responsáveis na escola.

Bullying: A Escola preparada para lidar com o problema.

18/04/2011

Um dos temas mais discuti­dos atualmente por pais, educadores e psicólogos, o bullying é um fenô­meno presente no mundo de crianças, jovens e adolescentes, tendo como um de seus cenários o dia-a-dia das escolas. Por definição, bullying com­preende todas as atitudes agressivas, intencionais e repetidas, que ocorrem sem motivação evidente,  adotadas por um ou mais indivíduos contra ou­tro(s), causando humilhação, dor, an­gústia e medo, sendo executadas dentro de uma relação desigual de poder.

Sendo este estilo de violência e vitimização uma preocupação nas escolas salesianas, e pensando nesta problemática a partir do modelo educativo inspirado por São João Bos­co, surge o seguinte questionamento: o Sistema Preventivo de Dom Bosco, desenvolvido no século XVIII como uma maneira de educar a juventude, é capaz de oferecer elementos que contribuem para o combate ao bullying?

Uma proposta que funciona

A partir de uma leitura atual da Pedagogia Salesiana é possível dizer que os elementos que a compõem são capazes de contribuir para o combate ao bullying, presente principalmente no ambiente escolar.

A acolhida se caracteriza como um destes elementos, pois, quando se cria um ambiente receptivo e aberto às diferenças, sem qualquer tipo de discriminação ou rotulação, se promove um clima de respeito e amizade, onde todos são aceitos e valorizados no grupo.

A formação do indivíduo, pautada na visão cristã da pessoa e da vida, promove o reconhecimento do outro como imagem e semelhança de Deus, digno de ser amado: desperta-se assim para a fraternidade e os valores humanos de solidariedade, justiça e paz.

Outro importante elemento para combater este tipo de violência é a preventividade salesiana que acontece por meio da presença •do educador que convive, ensina e orienta diariamente os educandos na sala de aula, nos corredores e no pátio, participando do cotidiano escolar do aluno, não se limitando a ensinar somente os conteúdos curriculares, mas também interagindo de maneira harmônica, afetiva e solidária.

Sendo presença no cotidiano juvenil, o educador contribui para impedir qualquer motivação para o bullying, despertando a confiança do aluno, fazendo-o viver a experiência de ser amado, oportunizando que este se afirme a partir de suas habili­dades e talentos.

(Leonardo Soares - Setor Disciplinar do CSI)

Para saber mais sobre Bullying, recomendamos a leitura desta cartilha, lançada em 2010, pelo Conselho Nacional de Justiça.

Cartilha - Bullying (2,2 Mb)

 

A escola - lugar de aprendizado para a vida.

04/04/2011

Pesquisas em todo o mundo mostram que o envolvimento da família na vida escolar dos filhos é vital para o desenvolvimento deles.  Está difícil começar a participar mais ativamente? Siga o mandamentos do pai e da mãe nota 10:

1. Converse com seu filho:

2. Cobre as obrigações do seu filho:

3. Acompanhe a lição de casa:

4. Fique de olho no aprendizado:

5. Incentive seu filho a ler:

6. Valorize a escrita:

7. Dê o exemplo:

8. Entenda a situação da Educação:

Informe-se sobre a qualidade do ensino no país, no seu estado, na sua cidade, nas escolas da sua região e no colégio do seu filho.
Acesse: educarparacrescer.com.br – Leia as reportagens e reflita. Ajude seu filho e crescer educado e feliz.

Sobre a Educação na Escola:

1. Vá à escola do seu filho:

2. Valorize o(a) Professor(a):

3. Converse com o(a) Professor(a):

4. Entenda como a escola trabalha:

5. Participe do dia a dia da Escola:


                                                
FONTE: Guia da Educação em Família – educar para crescer – Editora Abril.