Briga

Grupo Operativo

Enio Bernardo Schmitz

Introdução

Briga

Ei! Você aí... Consegue ser feliz vivendo só? Esse negócio de grupo, trabalho em grupo, viver em grupo, terapia de grupo, aprender em grupo... Onde vai dar? E os conceitos de interdependência, dinâmica das comunidades, ecologia da sala de aula, relações de cooperação, que têm a dizer ao nosso fazer pedagógico?

Lippy

Você professor, se depara diariamente com um grupo de crianças, adolescentes ou jovens, que foram reunidos aleatoriamente, não por vontade dos indivíduos. Então você vê alunos com dificuldade de assumir tarefas, outros que não conseguem dividir o poder ou ainda subsidiam o grupo, não deixando os colegas produzirem. E para piorar, ainda ouve pais que reclamam que o filho teve que fazer todo o trabalho sozinho porque os colegas não ajudaram ou que foi prejudicado na avaliação. Vê ainda alunos sempre preteridos pelos grupos...

Não lhe dá vontade de desistir?

Monica

Como transformar este grupo de indivíduos em um grupo que explicita sua dinâmica interna (diferenças e conflitos), estabelece metas comuns, reúne-se para aprender e crescer com os outros? Existe alguma fórmula mágica para que isso ocorra?

Que práticas e atitudes do educador são operativas, farão os indivíduos pensar e agir, produzindo mudanças significativas? Que práticas farão os indivíduos administrarem com criatividade e espontaneidade as suas aprendizagens nos grupos em que convivem?

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Tarefa

Resolver uma das quatro situações-problema que seguem, voltando a teoria de Pichon-Riviere para o trabalho em escolas.

O produto final deverá ser apresentado em formato PPT (do Microsoft PowerPoint), ODP (do padrão OpenDocument) ou SXI (do OpenOffice 1.0) para facilitar a socialização.

Situação-Problema 1

Tendo como cenário o contexto da sala de aula e o grupo de alunos e professores que nele se move, descrever as características e funcionamento de um grupo em relação à tarefa, citando os diversos estágios da tarefa (PRÉ-TAREFA / TAREFA / PROJETO) e as práticas que promovem mudança.

Situação-Problema 2

Você é professor(a) regente de uma turma (não importa a idade dos alunos), procure identificar os papéis que os elementos do grupo desempenham, segundo Pichon-Rivière. Descreva como procedem esses elementos do grupo e como é possível promover mudanças.

Situação-Problema 3

Você é professor(a) e está trabalhando um tema com um grupo de 40 alunos adolescentes. O trabalho será realizado, num primeiro momento, em pequenos grupos de quatro alunos. Como mediador, deverá planejar para que os alunos interajam durante o trabalho nos pequenos grupos e, num segundo momento, que haja interação entre os grupos. Relacione habilidades operatórias que você acredita que Enrique Pichon Rivière utilizaria, como coordenador e observador dos grupos, para garantir que o grupo pense, planeje, tome decisões, pesquise, socialize suas produções, reflita sobre suas práticas e trabalhe seus conflitos internos.

Situação-Problema 4

Nenhum grupo nasce pronto, não é imediato. Passa por diversos momentos antes de se tornar operativo. Momentos de estruturação, desestruturação e reestruturação. Momentos confusionais, que o coordenador ou monitor deve estar atento para não sucumbir com o grupo. Compreender e avaliar a operatividade de um grupo é algo complexo, por seu caráter subjetivo, pondo em risco sua validade. Para superarmos o risco de uma avaliação subjetiva, dispomos de categorias de avaliação, que são fenômenos universais, isto é, ocorrem em qualquer grupo. São sete os vetores de avaliação.

Avaliar a dinâmica interna do grupo de alunos de uma classe, sua operatividade, usando como instrumento a teoria dos vetores de Pichon-Rivière.

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Processo

A - PARA TODOS OS GRUPOS

  1. Você deverá escolher um, dois ou três colegas para formar um grupo. Sendo mais produtivo se for em grupos de até quatro pessoas. O trabalho poderá ser realizado também individualmente.
  2. Conheça inicialmente a teoria de Pichon-Rivière sobre grupos operativos. Confira este endereço: http://www.geocities.com/pichon_br/. Leia sobre a “biografia” de Enrique Pichon-Rivière, o “grupo operativo”.

IMPORTANTE: Volte sua atenção para os grupos operativos com tarefas centradas no contexto da sala de aula. Não nos interessa, nesta viagem, os grupos que têm a tarefa de obter cura, dando origem a grupos terapêuticos.

Alguns conceitos que precisam ser construídos neste estágio: Vínculo, Tarefa, Papéis, Operatividade, Disparador de tarefa (ou temático), Vetores.

B - PARA TRABALHAR A SITUAÇÃO-PROBLEMA ESCOLHIDA

  1. Resolva a situação-problema indicada pelo mediador.
  2. Faça as leituras dos sites indicados para a sua situação-problema, analise-os, discuta com os colegas, para que tenham boa compreensão dos conceitos apresentados.
  3. Construa alguns slides:
    • apresentando a situação problema;
    • as hipóteses levantadas para resolver o problema, baseadas no senso comum (os achismos que surgem no grpo);
    • a teoria de Pichon que fundamenta (síntese das leituras feitas);
    • as soluções fundamentadas na teoria;
    • a maneira como o grupo vê a aplicação no contexto pedagógico, ou seja, o que mudou na visão e na prática do grupo após o estudo.

C - SEMINÁRIO

Os trabalhos serão apresentados em um seminário em dia e hora a ser definida pelo mediador. Salvem o que seu grupo produziu no computador em que estiverem trabalhando. Esta webquest está disponibilizada em http://old.salesianoitajai.g12.br/webquests/grupooperativo/.

Recursos

Pichon-Rivière

Grupos Operativos de Adolescentes - Chafi Abduch

Material especializado sobre adolescentes

Sobre o protagonismo juvenil - Carlos Gomes da Costa

Dinâmica do grupo tipo equipe

Mundo Jovem - Sugestão de Dinâmicas

Dinâmica Grupal: conceitualização, história, classificação e campos de aplicação

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Avaliação

  Noviço Aprendiz Profissional Mestre Pontos
Conceituou grupo operativo          
Identificou os papéis no grupo segundo Pichon          
Relacionou os três níveis da tarefa com as práticas de trabalho em grupo em sala de aula.          
Relacionou habilidades operatórias do coordenador-observador.          
Transpôs para o contexto da sala de aula a teoria dos Vetores.          
Socializou o produto final fazendo bom uso de uma ferramenta de construção de slides.          
Envolveu os participantes em reflexões no seminário.          

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Conclusão

Através da aprendizagem vivencial podem ser atingidos os seguintes objetivos fundamentais: aprender a aprender, aprender a dar ajuda e participação eficiente em grupo.

Aprender a aprender representa a aprendizagem essencial "que permanece", independente do conteúdo. O processo de procurar e obter informações e recursos para resolver problemas, em diversas fontes, com outras pessoas e aproveitando a própria experiência, constitui a mola mestra de mudanças comportamentais de valor.

Aprender a dar ajuda significa intercâmbio construtivo dos recursos que cada pessoa possui, relações compartilhadas de crescimento psicosocial. O processo de dar e receber "feedback" é um caminho para desenvolver confiança e respeito recíprocos.

Participação eficiente em grupo quer dizer alcançar e exercitar interdependência autêntica com os outros membros, em interação espontânea e natural, sem utilizar modalidades indesejáveis de manipulação.

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Referências

SERRÃO, Maria. BALEEIRO, Maria Clarice. Aprendendo a Ser e Conviver. Fundação Odelbrech.

Site da Webquest: http://www.webquest.futuro.usp.br

http://www.eduteka.org/EstandaresNCA.php

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Créditos

Agradecimentos especiais à Márcia Madeira, grande divulgadora da Webquest e apaixonada pela informática na educação. Pela sua competência em conduzir este grupo de estudo e pela sua capacidade de nos desafiar... obrigadoooo.

Agradecimentos ao grupo GEMEDES, ontem GEDES e agora GECEDS que possibilitou aprendizagem pela pele. Vivências que fazem a diferença. “Óióióióiói”... éramos oito.

Ao Grupo de Estudo da Webquest do Salesiano, pelas trocas e apoio que fizeram brotar mais esta semente da grande “árvore do conhecimento”, sou muito agradecido.